Os prazos estão encolhendo
Crise financeira mundial faz comércio rever planos de parcelamento às vesperas da temporada de compras
As vitrines das lojas começam a mostrar os reflexos da crise financeira. Os cartazes mostram prazos menores para pagamento. Parcelamento de até 24 meses pode começar a se tornar artigo raro na prateleiras. O enxugamento coincide com a época em que há o maior volume de compras no ano. "O futuro é incerto", afirma o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL-SC), Sérgio Medeiros.
Uma das primeiras redes a enxugar o parcelamento foi a Berlanda. O prazo máximo caiu de 24 para 18 meses. Os juros permanecem entre 5% a 7,5% ao mês. "É para garantir o consumo", diz o diretor comercial Gilson Bogo. Mesmo caminho está sendo seguido pela Havan. O parcelamento de alguns produtos que chegava a 18 meses caiu para dez meses. "Isso tem refletido nas vendas", reconhece o diretor administrativo e financeiro, Edson Diegoli.
Outra rede que também reduziu o parcelamento foi a Ponto Frio. A oferta de produtos parcelados em até dez vezes sem juros foi reduzida à metade e os juros no carnê subiram. "A gente está com um pouco mais de parcimônia na concessão de crédito", admite o presidente da rede Ponto Frio, Manoel Amorim.
Há muita gente com as barbas de molho. Para Joaquim Ferreira Sobrinho, da consultoria Trevisan, a tendência das redes é reduzir os prazos de financiamento. Se a situação piorar, essa é a estratégia que a rede Koerich pode tomar. A adoção da medida pode demorar dias ou meses, diz o presidente do grupo, Antônio Koerich.
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&
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