Governo estuda mudanças.
GAZETA DO PARANÁ (Cascavel - PR)
- 01/03/2008
DA AGÊNCIA ESTADO
SÃO PAULO
Menos de uma semana após a apresentação
da proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional,
algumas alterações já começam
a ser cogitadas pelo próprio governo federal. O presidente
da consultoria Trevisan, Antoninho Marmo Trevisan, membro
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social, revelou ontem que o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
analisa a possibilidade de incorporar o salário-educação
ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e não
ao Imposto sobre o Valor Adicionado (IVA) federal, como propõe
o projeto.
Segundo ele, o motivo dessa mudança é diminuir
a base de incidência do IVA federal, que substituirá
a Contribuição para Financiamento da Seguridade
Social (Cofins) e o Programa de Integração Social
(PIS), que incidem sobre o faturamento das empresas, e a Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico
(Cide), cobrada sobre os combustíveis. Esses tributos
incidem sobre praticamente tudo que é produzido no
País, de bens a serviços.
Já a base de cálculo do IPI é mais reduzida
e poderia incorporar o salário-educação
sem grandes impactos, avalia o governo. Esse imposto não
incide sobre serviços, produtos destinados à
exportação, energia elétrica, combustíveis
e demais derivados do petróleo, por exemplo.
Impos de Renda.
Segundo Trevisan, essa alteração poderá
ser feita por meio de uma lei complementar à proposta
da reforma. Ele disse também que após a aprovação
da reforma pelo Congresso Nacional, o governo estuda diminuir
o teto da alíquota do Imposto de Renda dos atuais 27,5%
para 25%.
Trevisan conversou com Mantega ontem pela manhã, antes
de participar da posse; dos novos integrantes do; Conselho
de Administração da Amcham, em São Paulo.
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