Agência de risco canadense dá grau de investimento ao Brasil
A agência de classificação de risco do Canadá DBRS elevou ontem a nota de crédito da dívida soberana brasileira para a categoria de grau de investimento. O rating passou de 'BB+' com perspectiva positiva, para 'BBB-' com perspectiva estável. Com isso, a agência se une à Standard & Poor's e às agências de classificação japonesas JCR e R&I, que também já colocam a dívida pública brasileira dentro na categoria de grau de investimento.
Para o consultor do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria, Pedro Raffy Vartanian, "a concessão de grau de investimento por esta agência reforça a expectativa de que outras agências, como Fitch e Moody's, também concederão este grau à economia brasileira. Isso mostra que, do ponto de vista da análise de risco-país, a economia do Brasil se mostra com boas perspectivas. O que reforça este argumento é o indicador de superávit nominal apresentado para o primeiro quadrimestre de 2008. Esta foi a primeira vez desde 1991 que a arrecadação do governo foi superior aos gastos, incluindo o pagamento de juros da dívida, fazendo com que a relação dívida/PIB tenha apresentado queda em relação ao período anterior".
Petrobras
A agência de classificação de risco Standard & Poor's removeu os ratings de crédito corporativo de longo prazo da Petrobras de observação e elevou a classificação de 'BBB-' para 'BBB', com perspectiva estável. Os ratings foram colocados em observação em 30 de abril, dia em que a agência elevou a classificação da dívida soberana do Brasil para 'BBB-'. A classificação dos bônus emitidos pela subsidiária Petrobras International Finance Co também foi alterada de 'BBB-' para 'BBB'. Em comunicado, a S&P diz que a elevação deve-se à melhora do ambiente operacional da Petrobras no Brasil e aos sólidos fundamentos dos preços do petróleo no médio prazo - todos fatores fundamentais para que a companhia aumente o fluxo de caixa, o que é necessário para financiar o "agressivo" programa de investimento da empresa. A elevação também é reflexo das robustas oportunidades de crescimento da Petrobras, uma vez que a companhia começa a explorar suas descobertas na camada pré-sal. <<
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