Qualificação não é o forte do Brasil

O jornal norte-americano The New York Times publicou anteontem, dia 2, matéria enfatizando que a falta de mão-de-obra qualificada é um fator que ameaça o crescimento do Brasil. A reportagem cita particularmente a escassez de engenheiros e técnicos profissionais. O trabalhador médio brasileiro, de acordo com estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), possui seis anos de escolaridade, enquanto os americanos e europeus possuem 12 anos.

Para o diretor geral da Trevisan Escola de Negócios, Fernando Trevisan, as empresas brasileiras estão em um ritmo forte de crescimento, o que significa uma necessidade constante de contratação de novos profissionais. "Cabe às escolas de negócios e às instituições de ensino em geral acompanhar esse ritmo do mercado e oferecer de forma ágil capacitação nas áreas mais demandadas", diz ele. As áreas em que os clientes das empresas Trevisan mais têm buscado profissionais são contabilidade, relação com investidores e analista de negócios.

O coordenador dos cursos de pós-graduação e MBAs da Trevisan Escola de Negócios e consultor da Trevisan Consultoria, Olavo Henrique Furtado, acredita que, com as perspectivas de crescimento do Brasil e com a visibilidade que o País está ganhando no mercado internacional, a tendência é que a procura por mão-de-obra qualificada, tanto aqui no Brasil quanto no exterior, vai aumentar. Infelizmente, não se resolve esta demanda no curto prazo.

Em Manaus também há escassez de mão-de-obra. As construtoras encontram dificuldade para encontrar até pedreiros de acabamento.

Fonte:
http://www.acritica.com.br/content/not-detail.asp?materia_id=136774

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