Brasil ganha três posições em ranking e assume 40º lugar

Das 4 categorias analisadas, país avançou em três

A escola suíça de negócios International Institute for Management Development (IMD) divulgou, em maio, uma pesquisa em que o Brasil ganhou três posições no ranking de competitividade mundial. Das quatro categorias, em três o Brasil teve avanço: economia interna, práticas gerenciais das empresas e atitude e nos valores da população.

"Os indicadores são extremamente positivos, mesmo com as deficiências apontadas pela pesquisa. Precisamos aprender a olhar os aspectos positivos e negativos e a influência deles. Se a economia interna, as práticas gerenciais e os valores da população melhoram, isso, cedo ou tarde, acaba exigindo mudanças onde elas ainda não ocorreram", comenta o consultor da área de negócios internacionais da Trevisan Consultoria, Olavo Henrique Furtado, coordenador dos cursos de pós-graduação e MBAs da Trevisan Escola de Negócios.

Para o professor da Fundação Dom Cabral ( FDC ) responsável pelo estudo no Brasil, Carlos Arruda, a divulgação do Índice de Competitividade Mundial 2009, estudo do IMD em parceria com a FDC , reafirmou a já conhecida competência do gestor brasileiro em lidar com situações de instabilidade econômica.

No ranking de 57 países, que analisou 323 indicadores quantitativos, o país apresentou-se como a 22ª nação com maior capacidade de resiliência econômica, na frente de mercados considerados maduros como Alemanha (24ª), Japão (26ª), Estados Unidos da América (28ª), Reino Unido (34ª) e França (44ª).

Já no ranking geral, depois de ganhar três posições em relação a 2008, o Brasil passou a ocupar a 40ª posição do ranking mundial, auxiliado pelas pontuações alcançadas em performance econômica (31ª) e eficiência dos negócios (27ª), mas prejudicado pelos fatores eficiência do governo (52ª) e infraestrutura geral (46ª).

O péssimo desempenho do poder público, em 2009, é apenas a confirmação de estudos anteriores. Em 2007, essa área ocupou o indigesto 54º lugar do ranking, tendo experimentado melhoria de três posições no estudo relativo ao desempenho do ano passado e voltou a cair neste exercício. Um dos fatores que comprometeu a área foi o sistema institucional, que passou da 53ª para 57ª e última posição do ranking e a legislação dos negócios, que está no 54º lugar.

As políticas fiscais também pioraram, caindo da 36ª para a 37ª colocação e o sistema social também foi do 29º para o 31º lugar. Na outra ponta, as finanças públicas tiveram melhora e deixaram a 50ª para a 29ª colocação.

Iniciativa privada - Ao contrário do setor público, a iniciativa privada demonstra amadurecimento crescente. Em 2007, o quesito que estava na 40ª posição, subiu para a 29ª no ano passado e incrementou sua performance no estudo atual. Na contramão, a produtividade e eficiência caíram da 27ª para a 34ª colocação no ranking em função da retração da demanda do mercado, registrada nos dois últimos meses de 2008, quando estourou a crise financeira mundial. Já as finanças do segmento saíram do 32º para o 31º lugar e as práticas gerenciais também alcançaram melhoria, saltando da 23ª para a 12ª.

As atitudes e valores se mantiveram na 18ª posição e o mercado de trabalho manteve-se no 47º lugar, um desafio a ser vencido pelos empresários, principalmente no que se refere ao baixo nível de produtividade dos trabalhadores se comparado com os de outras economias.


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