Brasil mira 4ª maior produção de carros do mundo em 2010
Fabiano Klostermann
Direto de São Paulo
A indústria automobilística brasileira, que, segundo dados divulgados esta semana, atingiu o sexto lugar entre os maiores produtores de automóveis do mundo, tem planos de investimento que a fazem aspirar a quarta posição, provavelmente, em 2010. Segundo analistas, tirando o trio Japão-China-Estados Unidos - os três maiores produtores - o País tem condições de ultrapassar Coréia do Sul e Alemanha no ranking mundial.
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A produção de veículos no País explodiu nos últimos quatro anos, impulsionada pela demanda aquecida e exportações. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), só nos seis primeiros meses de 2008 o Brasil produziu 1,69 milhão de unidades, ou 93,9% de toda a produção do ano de 2003 inteiro.
Segundo a Anfavea, a produção de automóveis no País no primeiro semestre deste ano, ultrapassou a França e atingiu o sexto lugar no ranking dos maiores produtores, atrás somente de Coréia do Sul (2,08 milhão), Alemanha (3,31 milhões), EUA (4,89 milhões), China (5,2 milhões) e Japão (6,06 milhões).
Para 2008, segundo estimativas da Anfavea, o investimento das montadoras em expansão da capacidade deve ser de US$ 5 bilhões. Até 2010, juntando o setor de autopeças, os recursos aplicados em produção devem chegar a US$ 20 bilhões, projetou a entidade.
Para o gerente do departamento de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Rebelo, o setor ainda tem um bom espaço para crescer no País. "Tirando Japão, China e EUA, temos chance de passar todos e talvez em 2010", estimou. Segundo ele, um dos fatores que propicia isso é o tamanho do mercado consumidor do País. "Os europeus têm pouca população. O maior deles é a Alemanha. A França, por exemplo, tem 50 milhões de habitantes. Nós temos 200 (milhões)", afirmou.
Na opinião dele, o volume de produção deve ficar em 4 milhões de unidades, este ano, atingindo 4,5 milhões em 2009.
Além disso, ele comentou que as condições de crédito e renda melhoraram no Brasil, o que proporciona um aumento no consumo desse tipo de bem. "(Analisando isso) daí a gente entende porque está bombando. Porque a renda está crescendo e o crédito explodindo. Eu olho pra frente só com otimismo", disse.
Segundo o ex-presidente da Anfavea e ex-vice-presidente da General Motors no Brasil, André Beer - atualmente presidente da Andre Beer Consultoria, o País tem condições de atingir a quarta colocação, mas serão necessários mais investimentos do que os anunciados pelo setor. "Elas (as montadoras) estão expandindo, mas essa não está sendo adequado. No ano que vem já devemos estar chegando ao máximo da capacidade (instalada). Isso (o quarto lugar) é só mais pra frente, talvez em 2010", afirmou.
Beer também estima que a produção deste ano pode ficar em 4 milhões de veículos. "Tudo vai depender do desempenho no final do ano, quando o setor geralmente se aquece. Mas acredito que podemos chegar a algo entre 3,8 (milhões) e 4 milhões (de unidades)", explicou.
Entre os investimentos recentes no País, a Fiat confirmou R$ 2,6 bilhões na sua fábrica de Betim. Quando a ampliação estiver pronta, em 2010, a capacidade de produção diária deve passar dos atuais 3 mil automóveis para 5,2 mil. Outra montadora que anunciou a ampliação da produção no Brasil foi a Toyota, que vai construir uma fábrica em Sorocaba (SP). Apesar de não haver confirmação da montadora quanto a valores, o investimento na planta foi estimado em US$ 7 bilhões. Quando pronta, em 2011, a produção deve ser de 150 mil veículos por ano.
Segundo o diretor de infra-estrutura, transporte e logística da Trevisan Consultoria, Olivier Girard, o Brasil aproveitou a globalização, que, de acordo com ele, é bem explorada pelas montadoras, para se transformar em uma plataforma mundial na produção de veículos compactos e subcompactos.
"O México, pelo contrário, se transformou em plataforma para a produção de carros grandes, até devido sua proximidade com o mercado americano. Eles ganham pelo valor agregado e nós pelo volume", explicou.
Para Girard, no entanto, a escalada brasileira entre os maiores produtores será um pouco mais lenta que o previsto por outros especialistas. "Não vai demorar muito, a gente vai passar a Alemanha, mas vai demorar quatro ou cinco anos ainda", afirmou. Segundo ele, também é pouco provável que o País atinja a marca de quatro milhões de unidades produzidas, tanto em 2009 quanto em 2010. "Nosso aumento de produção ainda é pela implantação de mais turnos (de trabalho). Também acho difícil que as montadoras atinjam 100% da capacidade instalada", disse.
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Mais Fontes.
Iparaiba - 09.08.08
http://www.iparaiba.com.br/plantao.php?noticia=132022&categoria=3
MS Notícias - 09.08.08
http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=283314
Fonte: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200808091332_RED_77277107&idtel=
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